Chego à conclusão que sofro de nostalgia crónica. Já suspeitava que podia padecer de tal doença. Realmente havia um ou outro sintoma que a denunciava. Mas só quando as coisas nos batem na testa é que perdemos o tempo para olhar para trás e reinterpretar determinados sinais. Geralmente, já demos espaço suficiente para a doença se agravar e das duas, uma: ou já não vamos a tempo de a curar ou a quantidade de medicamentos a tomar é imensa e vai demorar muito tempo a surtir o efeito desejado. E por ser assim, penso demasiado nas coisas e agarro-me a elas.
Mas até para mim, é ridícula a importância que estou a dar a um assunto em particular. Ainda estou a pensar nisso. Ainda estou a falar sobre isso. As coisas, afinal, nunca ficaram devidamente arrumadas nas suas gavetas. As gavetas estão de facto fechadas mas na pressa de as fechar, parece que prendi a incerteza, deixando-a ainda cá fora, como se de um bocadinho de tecido de uma qualquer t-shirt se tratasse. É só isso que me falta para esquecer isto de uma vez... Um bocadinho...
Mas tudo isto... Era o que eu queria, não era?
Era.
On a side note, Ian Curtis was a fucking genius. I'm just saying.
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