sexta-feira, 9 de julho de 2010

.i remember not knowing what to say.

Acho que em determinadas alturas revisitamos músicas e artistas específicos e Devendra Banhart tem feito imenso sentido nos últimos 6 meses.

sábado, 27 de fevereiro de 2010

.quicksand.

Gosto de letras. Não gosto de as dissecar para chegar ao seu grande sentido mas gosto quando sem qualquer esforço ilustram determinados momentos. Não têm de ser grandes letras, nem tão pouco grandes canções. Não vejo a música como a busca do perfeito, muito pelo contrário... Como poderia fazê-lo se na maior parte das vezes o que elas descrevem é tão volátil?

Ok...now the monster is awake
It won't rest until there's nothing left
Maybe ever and anon
I forget about the pain
Someone bending light comes along
and flowers lean towards the sun
Some people fall in love and touch the sky
Some people fall in love and find quicksand
I hover somewhere in between...I swear...
I can't make up my mind.

Todos gostamos de uma canção de amor. Digam que não à vontade mas às vezes nem se apercebem que estão a ouvir uma. O vosso não é automático porque pensam no meloso de uma canção brasileira que roda nos karaokes mas há pessoas que conseguem fazê-lo de outra forma. Apesar de "baby, I love you" ser tãooo do rock.

.with the lights out, it's less dangerous.

Sabem quando as coisas estão a correr bem e nós achamos que não devem estar a acontecer connosco e consequentemente começamos a pensar demasiado nelas, ao ponto de inconscientemente nos auto-sabotarmos?

Yeah... That is sooo 2009!

Já ficou claro que ainda não conheci a pessoa que me faz querer descobrir o seu molde profissional mas este meu ainda verdíssimo caminho pelo mundo do trabalho já me mostrou alguns "close enough". Por isso, I need to shut the fuck up, don't overthink stuff and just seize the opportunity! :)

No ano passado conheci o j., que rapidamente apelidei de speedy dado o ritmo de trabalho que tinha. Mas no meio da provocação não me tinha apercebido que também queria ser assim mas ó se queria. Dizer que "tenho tanto trabalho I could die" é das coisas que mais me faz sorrir ultimamente.

sexta-feira, 22 de janeiro de 2010

.the ruby suns.

MGMT-ish but still pretty good.

.now that's a first! #1.

Eu agora dou-me ao trabalho de levar um guarda-chuva comigo nos dias mais cinzentos. Há aqueles dias em que tu sabes que vai chover como se não houvesse amanhã e há outros em que é 50/50 e até nesses dias eu levo o belo do guarda-chuva. Não me reconheço!

sábado, 16 de janeiro de 2010

.conversa de café #1.

É interessante constatar que a discriminação de género já chegou ao mundo lácteo. E deixem-me que vos diga que os cavalheiros estão em larga desvantagem.

Tão interessante como verificar que o filme "Avatar" é uma versão futurista da Pocahontas.

P.S- E eu percebo muito sobre a problemática do género, por isso o meu ponto de vista é inteiramente plausível e fundamentado. Percebo muito sobre definição de cultura também. Bah, ninguém vai perceber a ironia disto.

sábado, 9 de janeiro de 2010

.patience is just another word for getting old.

and I have issues with all that getting old stuff, so...

terça-feira, 5 de janeiro de 2010

.2010.

Não faço promessas porque sei que não as vou cumprir. Só o facto de as proferir é já meio caminho andado para as quebrar. Mas promessas são diferentes de certezas e por isso 2010 não vai ser sobre ti ou sobre eles. Vai ser sobre mim, da maneira mais egoísta possível.

sábado, 12 de dezembro de 2009

quarta-feira, 9 de dezembro de 2009

.obsessão.

Qualquer divisão da minha casa é neste momento uma pista de dança, com direito a bola de espelhos manhosa e tudo.

"Vamos mantendo o contacto!"

...mas, geralmente, isso não acontece. Acredito que no momento imediato a intenção seja sincera mas depois mete-se a ausência física e parece que as pessoas deixam de ter coisas em comum. De repente, vemos determinada pessoa no MSN e pensamos duas vezes se havemos de iniciar uma conversa porque pensamos "que lhe vou dizer?" (atentar que essa pessoa até está online e tudo!).
Verdade seja dita, há situações em que até não nos importamos muito se não voltarmos a ver alguém e toda a história do contacto é quase uma saída estratégica disfarçada. Mas e nas situações em que até queremos mas foi-nos dito a nós "vamos mantendo o contacto"?

terça-feira, 8 de dezembro de 2009

Será possível que eu não escreva aqui desde Outubro?! O fluxo da escrita não tem parado mas apercebo-me agora que descurei o meu moleskine virtual. Sim, porque o físico está bastante preenchido como é hábito, o que me lembra que é altura de comprar mais um.
São sempre de capa preta, pautados. Mas às vezes cometo a loucura de comprar um liso, completamente iludida que serei uma daquelas pessoas que escreve direito sem o auxílio das linhas. Rapidamente desço à realidade para, nem que seja até à próxima compra de moleskine, me conformar que serei sempre a rapariga que coloca uma folha pautada por trás da folha lisa (técnica avançadíssima, apenas aprendida no estrangeiro, em Oxford ou assim!). Tenho muitos guardados na gaveta, completamente levados ao extremo da sua utilização e levo sempre um na mala. Isto pode não correr muito bem apenas porque eu sou a pessoa mais distraída de sempre. Nem há muito tempo, pensei que tinha perdido o moleskine que agora está a chegar ao fim das suas páginas. Eu não sou só distraída, parece que tenho um talento natural para me meter em situações embaraçosas e ainda por cima sou super "clumsy" a fazê-lo. Todos nós, em algum momento da nossa vida, dizemos "Isto só acontece comigo!" mas eu sinto que inventei essa expressão. Melhor, sinto que inventei as letras que compõem as palavras que por sua vez formam a dita expressão. Um exemplo disso é o título deste blog que é fruto de um dos meus momentos de "distracção/embaraço/clumsiness". Para apenas dar os highlights, a minha história envolve o Chiado, um dia chuvoso, uma poça de água e um moleskine indefeso que acabou morto com ferimentos gravíssimos, denunciados pelas manchas vermelhas de sangue da única caneta de cor que usei. Se levarmos isto à letra, o título devia ser "Moleskine in the Puddle" mas não me pareceu "poético" e pensei que se não fosse a tamanha precipitação desse dia, a dita poça de água não se teria formado. Enfim, details!
Serve isto tudo para dizer que se tenho tempo para estar no Facebook a fazer quizzes (eu confesso! Sou dessas!), também tenho e devo ter tempo para actualizar este espaço. Acho que é o meu lado egocêntrico a falar mais alto porque verdade seja dita, que interesse têm vocês em ler o que aqui escrevo? Nenhum mas deixem-me pensar que a minha vida é interessante e que as minhas opiniões contam. Prometo-vos que a minha vida não se resume a moleskines, se bem que os mesmos contam muita coisa.

terça-feira, 20 de outubro de 2009

The times they really are a changin' but hey strawberry fields forever :)

quarta-feira, 7 de outubro de 2009

.back to square one.

and I'm happy.

In a very weird way but still...happy.



sexta-feira, 2 de outubro de 2009

.it's damned if you don't and it's damned if you do.

Chego à conclusão que sofro de nostalgia crónica. Já suspeitava que podia padecer de tal doença. Realmente havia um ou outro sintoma que a denunciava. Mas só quando as coisas nos batem na testa é que perdemos o tempo para olhar para trás e reinterpretar determinados sinais. Geralmente, já demos espaço suficiente para a doença se agravar e das duas, uma: ou já não vamos a tempo de a curar ou a quantidade de medicamentos a tomar é imensa e vai demorar muito tempo a surtir o efeito desejado. E por ser assim, penso demasiado nas coisas e agarro-me a elas.

Mas até para mim, é ridícula a importância que estou a dar a um assunto em particular. Ainda estou a pensar nisso. Ainda estou a falar sobre isso. As coisas, afinal, nunca ficaram devidamente arrumadas nas suas gavetas. As gavetas estão de facto fechadas mas na pressa de as fechar, parece que prendi a incerteza, deixando-a ainda cá fora, como se de um bocadinho de tecido de uma qualquer t-shirt se tratasse. É só isso que me falta para esquecer isto de uma vez... Um bocadinho...

Mas tudo isto... Era o que eu queria, não era?

Era.

On a side note, Ian Curtis was a fucking genius. I'm just saying.

quarta-feira, 30 de setembro de 2009

.revisited.

And so it is
Just like you said it would be
Life goes easy on me
Most of the time
And so it is
The shorter story
No love, no glory
No hero in her skies

Já não ouvia esta música há muito tempo. Lembraram-me da sua existência no outro dia e desde então tem estado em modo de repetição, assim como as razões que me fizeram gostar tanto dela. Às vezes não é tanto o gostar da música em si. É o rendermo-nos à evidência que existem pessoas que conseguem expressar aquilo que nós próprios não conseguimos ou não queremos admitir. Além de que, dizê-lo a cantar, soa tão melhor.

segunda-feira, 28 de setembro de 2009

.not peanuts.

O tempo que passou não entra nos valores mínimos requeridos para se sentir saudades. Simplesmente não se qualifica. É absurdo. Mas as experiências não se medem apenas em tempo e por vezes não estamos de todo preparados para o que vamos encontrar em determinada pessoa. It just catches you off guard.

Obrigada pela cumplicidade, pelos cafés, pelas palavras proferidas ou escritas em post-its e pelos sorrisos que me fizeste esboçar.

I had fun.

LoveS the glam you.

t.

domingo, 27 de setembro de 2009

.do sufrágio não tão universal por opção.

Então parece que hoje é o dia em que venho para aqui gabar-me do meu dever cívico que é votar, ao mesmo tempo que, em tom moralista, faço uma dissertação sobre os que não votam porque dizem que o estado da política actual não o merece.
...

quarta-feira, 16 de setembro de 2009

Lisboa estava particularmente especial hoje. Não sei se era da banda sonora que me acompanhava ou das palavras soltas que passeavam pela minha cabeça, que fiz questão de sublinhar com um marcador amarelo.

Needless to say, my ego is huge today :)

domingo, 13 de setembro de 2009

.nice try.

A minha secretária está um caos. Mas é um caos organizado. Pelo menos para mim porque cada vez que a minha mãe passa por aqui, fica horrorizada. Estou rodeada de tudo aquilo que gosto. Não faltam imensos post-its colados no computador com coisas para fazer. A parte gira é que são post-its de todas as cores. Acho que até há aqui umas lembranças que não justificavam um mas...
A Blitz que claramente ainda não sofreu a minha bestialidade de a ler de fio a pavio. Ainda não tem os cantos dobrados, a lombada ainda não tem pequenas fendas. O meu moleskine aberto, à espera que eu me digne a acabar de escrever o que comecei ontem (há qualquer coisa com os moleskines). A chávena de chá, que não está aqui apenas porque tenho estado doente. Os cd's que já desisti de arrumar no seu sítio de direito, vão mesmo ficando por aqui. Agendas culturais Fnac já antigas. As fotografias que tenho de colocar em molduras. O jornal aberto na minha primeira reportagem. De certeza que ainda não percebeu, passado mais de um mês, o que está ainda a fazer a descoberto, quando existem 17 páginas que a podem resguardar. Nem eu sei bem.

Para quê arrumar isto tudo?