segunda-feira, 31 de agosto de 2009
segunda-feira, 24 de agosto de 2009
.som da casa quando não estás.
Deixas um silêncio que só pode ser preenchido por isto.
A ausência de palavras cria o cenário perfeito. Nós já trocamos palavras suficientes. Daquelas que são "um incêndio".
domingo, 23 de agosto de 2009
.I caught a glimpse.
Tive uma epifania de como quero que a minha vida seja daqui a dez anos. Nunca tinha pensado muito nisto. Sou o caso típico de deixa andar, não fazer muitos planos porque isso é sinónimo de organização e seriedade, utilizando sempre a desculpa que sou novíssima. Já discuti os meus problemas com o envelhecimento algures neste blog.
Acho que pensamos naquelas coisas-tipo: uma casa, um carro, um emprego, casar e ter filhos. Espelhamos as preocupações dos nossos pais que correm pela casa com as contas da EDP em punho e dizem-nos para sermos médicos ou advogados. Quanto a mim, essa coisa de casar e ter filhos representa a vertente mais aborrecida da vida. Digo-o sempre e fica já aqui escrito, prometendo que isso servirá de mote para outro post.
Quando estamos a fazer os testes psicotécnicos no 9º ano, para sabermos qual o agrupamento que vamos escolher e que basicamente vai ditar toda a nossa vida académica, não nos lembramos do estilo de vida e da pessoa que queremos ser. Acho que até nos esquecemos um bocado daquilo que gostamos porque nessa idade nós somos acima de tudo, "pleasers".
Quando fiz os tais testes, o resultado foi 90% de inclinação para o 4º agrupamento, aquele que todos dizem que os miúdos burros vão por ser um agrupamento de letras. Havia este outro teste que me indicava ainda que eu seria jornalista ou mesmo escritora (pseudo-escritora, vá). Fiquei felicíssima. Aliás, ainda guardo esse teste, cujo papel até já está meio amarelado, o que deixa antever que o liceu remonta a tempos bíblicos. Assim como as minhas certezas absolutas. Agarrei-me a esse papel como se me definisse, a partir daquele dia.
Contudo, e outra coisa não podia ser esperada de mim, não tomei o caminho óbvio, na esperança que a instabilidade dessas carreiras já supracitadas não me atraísse tanto. Que pelo contrário, a estabilidade de outros caminhos não fizesse com que as tais contas da EDP fossem um problema e logo seriam definitivamente escolhas certas. Mas adivinhem só? You can run but you cannot hide. E mesmo apesar de parecer estúpido a todos, para mim faz todo o sentido. Aquelas cruzes que desenhei nas caixas de resposta quando tinha uns 12 ou 13 anos foram mesmo desenhadas a tinta permanente.
I guess I want a house of cards... and I'm ok with that.
quinta-feira, 20 de agosto de 2009
.date with the night.
Preciso de um "dancing". Foda-se, sendo mesmo brejeira, preciso de ir para os copos. Não ando a fazer jus às palavras da Carina quando ela diz "que vida boémia, a tua, T".
quarta-feira, 19 de agosto de 2009
.da saudade.
Dizer que se tem saudades de alguém está se a tornar estupidamente banal. Sou a favor da sua utilização correcta. Tão correcta como a verbalização daquele primeiro "amo-te". Ter saudades significa ter importância. Fazer falta por isto ou por aquilo. Não atiremos sentimentos ao ar para cairem ao acaso.
Às vezes sinto-me parva ao dizer que tenho saudades de uma pessoa que conheço há pouco tempo, dado que não sou capaz de o dizer a outras pessoas que fazem parte da minha vida desde tenra idade. No entanto, gostava...
.smile like you mean it.
O meu sorriso é algo que me define. Chego a essa conclusão por entre conversas reminiscentes com amigos do tempo da apanhada, do tempo dos primeiros beijos, do tempo dos copos, do tempo dos charros, do tempo em que achamos que já somos adultos. Para mim, é tão fácil passar de um simples sorriso para uma daquelas gargalhadas, na maior parte das vezes muito inconvenientes. Rio-me dos outros, com os outros, de mim mesma, de outras gargalhadas que são simplesmente deliciosas. É muito útil para esconder algum nervosismo e até alguma tristeza, por vezes. O meu sorriso não espelha sempre verdadeiro contentamento mas é óptimo parecer que estou feliz, mesmo quando não o estou de facto. Contudo, a melhor parte é saber que há pessoas que sabem identificar aquele sorriso triste. Não há espaço para máscaras e manobras de diversão.
terça-feira, 11 de agosto de 2009
.the way you make me feel.
Lamento que existam pessoas que não sabem que o coração tem compassos diferentes...
PJ Harvey - This is Love
.paper dreams?.
Existem experiências muito bizarras.
Eu queria que tivessemos sido diferentes mas depois de hoje não voltaria a ver te daquela maneira. Até sinto algum embaraço por o ter feito sequer.
Disseste as palavras certas. Ok, se calhar não eram as certas mas eram decididamente as que eu precisava de ouvir. Precisava dessa validação da minha insanidade.
Tenho medo mas preciso de fazer isto.
Jeff Buckley - Woke Up in a Strange Place
domingo, 9 de agosto de 2009
.dos anos 80.
Nasci no final dos anos 80 e verdade seja dita a música desta era não é a que mais me apraz. Acho que isso está relacionado com a minha mãe e a sua fixação com o "Addicted to Love", de Robert Palmer. ME-DO!
Contudo, sei os hinos todos e até já acabei uma noite no Plateau. Tenho ainda uma amiga que adora tudo o que foi produzido nesta década. Ao passo que ela ficou a adorar a Belinda Carlisle e o Boy George, eu fiquei fã dos Depeche Mode e The Smiths. Estes últimos, mais pela mão do meu pai. A música que se segue é uma das suas preferidas e é mesmo A minha preferida deles. Talvez seja previsível que a minha escolha seja esta but oh well...
The Smiths - There's a Light That Never Goes Out
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