Então parece que se chega a uma altura na vida que para onde quer que se olhe o mundo está feito aos pares. As mãos não estão sozinhas, os corpos não parecem ser um só, há mais sorrisos parvos, daqueles de quem está apaixonado. A vontade própria é intermitente, sempre marcada pelo "tenho de confirmar com...". As conversas deixam de girar sobre o "eu" e passam a ser sobre o "nós". O que não quer forçosamente dizer que são conversas mais interessantes. Não liguem muito a este comentário porque eu estou demasiado embrulhada em mim mesma and I get bored easily! Nunca estas coisas me pareceram tão vivas e óbvias.
Ok, ok... Parece já um post daqueles de mete nojo ao amor e as coisas todas. Não se trata disso, longe de mim cuspir na cara daquilo que faz girar o mundo (damn this was soooo lovely!). É a mera constatação daqueles que estão a olhar de fora para o vosso coração cheio de young love. E tão pouco se trata de um caso de "gostaria de estar no vosso lugar". Quer dizer, há muito amor por aí para se admirar. Não quer dizer que o queira já e agora. É um contra-senso porque afinal não é o que todos queremos? Sou complicada, deal with it! Para se estar apaixonado tem de se estar aberto a isso e eu tenho a plena consciência que neste momento não estou. Contudo, sei perfeitamente que as borboletas no estômago vão surgir outra vez...
Gosto muito da minha condição de "free as a bird". Ainda que agora seja a única. Por momentos, volto ao tempo dos amigos imaginários que teimam em surgir face aos bancos para dois que invadiram o meu jardim, só ocupados por mim. Por isso agora deito-me na relva, ignorando as rosas vermelhas que de forma determinada não ponho ao peito. Concentro-me antes nos trevos ;)
Nouvelle Vague - This is Not a Love Song
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